Campanha
Sete erros de comunicação que derrubam campanhas eleitorais
Em campanha, tempo e dinheiro são finitos e irreversíveis. Cada semana gasta em comunicação difusa é uma semana que o adversário usa para ocupar espaço. Os erros abaixo aparecem em praticamente toda campanha que fica abaixo do próprio potencial.
1. Não definir posicionamento antes de produzir
Sem mensagem-central definida, a produção vira improviso e o eleitor não consegue resumir em uma frase o que o candidato representa.
2. Falar com todos e convencer ninguém
Campanhas competitivas priorizam públicos: base a mobilizar, indecisos a persuadir e adversários a neutralizar. Cada um exige mensagem diferente.
3. Produção amadora em ambiente de alta concorrência visual
Áudio ruim, luz ruim e edição confusa reduzem retenção antes do argumento chegar. Qualidade técnica é pré-requisito, não luxo.
4. Mídia paga sem hipótese
Investir sem definir público, mensagem e indicador de sucesso transforma verba em ruído. Toda campanha de mídia deve começar por uma pergunta testável.
5. Ignorar o território
Comunicação nacionalizada em disputa regional desperdiça o principal diferencial: proximidade e conhecimento concreto do lugar.
6. Reagir a tudo
Entrar em toda polêmica cede a pauta ao adversário. Resposta é decisão estratégica, não reflexo.
7. Não medir, ou medir o que não importa
Sem leitura de dados semanal, a campanha corrige rota tarde. Métricas de vaidade tranquilizam a equipe e enganam o candidato.
Disciplina de mensagem é o ativo mais barato e mais raro de uma campanha.
