Contratação
Como escolher uma agência de marketing político (checklist honesto)
Comunicação política envolve reputação, e reputação não tem botão de desfazer. A decisão de contratar uma assessoria de marketing precisa ser tão criteriosa quanto a contratação de um chefe de gabinete.
1. Método antes de portfólio
Portfólio mostra o que já aconteceu; método mostra o que vai acontecer com você. Peça o processo escrito: como fazem diagnóstico, como definem posicionamento, qual a cadência de entregas e como medem resultado.
2. Escopo explícito, sem zona cinzenta
- O que é entregue por mês, em quantidade e formato.
- Quem executa cada frente — estratégia, conteúdo, audiovisual, mídia, tecnologia.
- Prazos de aprovação, fluxo de revisão e responsável por decisão final.
- O que não está incluído (a ausência dessa lista é sinal de problema).
3. Compliance eleitoral e sigilo
A agência precisa demonstrar domínio das regras aplicáveis a propaganda, período eleitoral e contratação pública, além de política clara de confidencialidade. Comunicação política lida com informação sensível por definição.
4. Métricas que a agência aceita ser cobrada por
Fuja de relatório de vaidade. Bons indicadores: crescimento de audiência própria, retenção, sentimento, cobertura qualificada e aderência entre audiência e território eleitoral.
Sinais de alerta
- Promessa de número de votos ou de viralização garantida.
- Proposta genérica, sem leitura mínima do seu cenário.
- Equipe indefinida ou concentrada em uma única pessoa.
- Ausência total de mensuração e de rotina de reunião estratégica.
Boa assessoria não vende alcance. Vende clareza — e sustenta clareza todos os dias.
